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Dicionário A–Z

As palavras da escoliose, ditas com calma.

Na consulta, as palavras chegam rápido. Aqui cada uma ganha uma frase simples, um aprofundamento e a referência original para conferir.

44termos com fonte

A

Adams, teste de
Observação das costas com o tronco inclinado para a frente.
Ajuda a identificar assimetria de rotação, como a gibosidade. É um exame de avaliação, não uma confirmação isolada de escoliose.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Artrodese
Fusão óssea planejada entre vértebras.
Busca estabilizar segmentos da coluna. Na cirurgia de escoliose, hastes e parafusos podem manter a correção enquanto a fusão se consolida; a parte fusionada perde movimento.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)
Autocorreção tridimensional
Ajuste ativo do tronco nos três planos do espaço.
Integra abordagens de exercícios específicos. Precisa ser aprendido e adaptado à curva, sem exigir que a pessoa mantenha uma postura rígida o dia inteiro.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)

B

Boston
Um modelo de colete rígido do tipo TLSO.
Usa áreas de pressão e alívio para controlar determinadas curvas durante o crescimento. O nome do modelo não dispensa confecção, prova e ajustes individualizados.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

C

Charleston
Colete noturno que utiliza uma posição de inclinação corretiva.
Pode ser considerado em padrões selecionados. Não é adequado a toda curva nem intercambiável com um colete prescrito para outra estratégia.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Chêneau
Família de coletes rígidos com correção tridimensional.
Utiliza áreas de pressão e espaços de expansão, com diversos derivados técnicos. O resultado depende de indicação, qualidade da órtese e acompanhamento, não apenas do nome.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Cifose
Curvatura da coluna com convexidade para trás, vista de perfil.
Há cifose fisiológica na região torácica. Aumento ou redução dessa curva é avaliado no plano lateral e não é sinônimo de escoliose.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)
Cobb, ângulo de
Medida radiográfica da dimensão de uma curva.
É calculado a partir das vértebras-limite. O critério usual de escoliose é Cobb ≥10°, mas a medida isolada não define causa, sintomas ou tratamento.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Compensação
Ajuste de outras partes da coluna para equilibrar o tronco.
Uma curva secundária pode participar desse equilíbrio. A equipe distingue componentes flexíveis e estruturais ao planejar o cuidado.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Correção no colete
Mudança da curva observada com a órtese colocada.
Pode ajudar a avaliar o ajuste e a resposta inicial. Não equivale à correção definitiva após o fim do crescimento ou após retirar o colete.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Curva estrutural
Curva com alterações que não desaparecem apenas ao mudar de posição.
Costuma envolver rotação vertebral e flexibilidade limitada. A avaliação pode incluir exame clínico e imagens específicas quando indicadas.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Curva funcional
Desvio relacionado a uma condição que pode mudar com a posição ou sua causa.
Pode ocorrer, por exemplo, com diferença de comprimento dos membros ou postura antálgica. Diferenciá-la de uma curva estrutural exige avaliação.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)

E

Equilíbrio coronal
Alinhamento do tronco observado de frente ou de costas.
Considera a relação entre cabeça, tronco e pelve. Duas pessoas com o mesmo Cobb podem ter equilíbrios diferentes.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Equilíbrio sagital
Alinhamento da coluna e da pelve visto de perfil.
Inclui a relação entre cifose e lordose. É parte do planejamento clínico e cirúrgico, além da curva vista de frente.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Escoliômetro
Instrumento que estima o ângulo de rotação do tronco.
É usado no exame físico, frequentemente com o teste de Adams. Seu resultado não é o ângulo de Cobb e não deve ser convertido diretamente para ele.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Escoliose congênita
Escoliose associada a alterações de formação ou segmentação das vértebras.
As alterações se originam antes do nascimento, embora a curva possa ser percebida depois. Pode exigir investigação de condições associadas.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Escoliose idiopática
Escoliose sem uma causa específica identificada.
É a forma mais comum na adolescência. Não é atribuída à mochila, à falta de esforço ou a uma postura escolhida pela criança.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)
Escoliose neuromuscular
Escoliose associada a condições que afetam músculos ou sistema nervoso.
O cuidado pode priorizar equilíbrio sentado, conforto, função e respiração. Os critérios da escoliose idiopática não devem ser aplicados automaticamente.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Escoliose precoce
Escoliose com início antes dos 10 anos.
Reúne causas diferentes. O crescimento do tórax e o desenvolvimento pulmonar tornam importante uma avaliação especializada.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Escoliose sindrômica
Escoliose que faz parte de uma síndrome ou condição mais ampla.
O plano considera características da condição de base, crescimento, tecidos, função e outros órgãos, além da curva.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Estirão
Período de crescimento corporal mais rápido.
É uma fase importante para acompanhar curvas em crianças e adolescentes. A idade do estirão varia, e a idade cronológica não basta para estimar o crescimento restante.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)

G

Gesso seriado de Mehta / EDF
Gessos sucessivos usados em algumas escolioses precoces.
A técnica utiliza princípios de alongamento, derrotação e flexão, em ambiente especializado. Pode buscar controlar a curva e adiar outras intervenções; não serve para todas as causas.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Gibosidade
Saliência assimétrica das costelas ou da região lombar.
Pode ficar mais evidente ao inclinar o tronco e se relaciona à rotação. Não é uma segunda doença nem uma medida direta do Cobb.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

H

Hastes de crescimento
Implantes que controlam a curva preservando potencial de crescimento.
Usados em casos selecionados de escoliose precoce. Os sistemas tradicionais podem exigir alongamentos cirúrgicos, com riscos e necessidade de seguimento.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Hastes magnéticas
Hastes de crescimento com mecanismo de alongamento magnético.
Sistemas como MAGEC podem permitir alongamentos externos em consulta. Não eliminam operações, falhas mecânicas, vigilância ou necessidade de troca.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Hemivértebra
Vértebra formada de maneira incompleta.
Pode contribuir para escoliose congênita por crescimento assimétrico. Sua presença não define sozinha a evolução nem a necessidade de cirurgia.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

L

Lordose
Curvatura com convexidade para a frente, vista de perfil.
É fisiológica nas regiões cervical e lombar. Deve ser compreendida junto ao alinhamento global, sem tratar toda curvatura como defeito.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)

M

Maturidade esquelética
Estágio de desenvolvimento e aproximação do fim do crescimento ósseo.
Pode ser estimada com diferentes marcadores. Esses indicadores têm limitações e são interpretados junto à história e ao exame.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Milwaukee
Colete que inclui componentes para tronco e região cervical.
Tem importância histórica e pode ter aplicações específicas. Não é a escolha habitual para toda escoliose do adolescente.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Monitorização neurofisiológica
Acompanhamento de sinais das vias nervosas durante uma operação.
Pode alertar a equipe para alterações que exigem resposta. É uma medida de segurança, não uma garantia de ausência de lesão neurológica.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

P

Parafuso pedicular
Implante fixado em uma parte óssea da vértebra chamada pedículo.
Pode conectar as vértebras às hastes em uma cirurgia. Sua colocação integra um planejamento técnico e tem riscos próprios.
Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo)
Progressão
Aumento da deformidade ao longo do tempo.
É avaliada comparando exames e contexto clínico. Pequenas diferenças de medição não devem ser interpretadas automaticamente como piora verdadeira.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Providence
Modelo de colete noturno para situações selecionadas.
Aplica forças corretivas em posição deitada. Sua indicação depende do padrão da curva e do plano especializado.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
PSSE
Exercícios fisioterapêuticos específicos para escoliose.
Incluem autocorreção e aplicação funcional, conforme a abordagem. A evidência tem limites; não substituem automaticamente observação, colete ou cirurgia.
Fonte: Cochrane Library

R

Risser
Classificação radiográfica da maturação da crista ilíaca.
Ajuda a estimar maturidade esquelética, mas não determina sozinho o crescimento restante ou a decisão terapêutica.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Rotação vertebral
Giro das vértebras em torno do próprio eixo.
É parte do caráter tridimensional da escoliose e pode modificar o contorno das costelas e da cintura.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

S

Sanders
Classificação de maturidade esquelética baseada na mão.
Pode complementar a avaliação do crescimento. A necessidade dessa radiografia e sua interpretação pertencem à equipe assistente.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
Schroth
Abordagem de exercícios específicos para escoliose.
Trabalha correção tridimensional, consciência corporal e estratégias respiratórias adaptadas. Não é sinônimo de cura nem uma receita única.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)
SEAS
Abordagem de exercícios com autocorreção ativa e tarefas funcionais.
Integra a família dos PSSE. A seleção e progressão dos exercícios dependem de avaliação, aprendizagem e acompanhamento.
Fonte: Scoliosis and Spinal Disorders (SOSORT)

T

TLSO
Órtese toracolombossacra.
É uma categoria de colete que envolve tórax, região lombar e pelve. Boston, Wilmington e muitos modelos Chêneau pertencem a essa categoria.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

V

VBT
Técnica de modulação do crescimento com um cabo junto às vértebras.
Vertebral body tethering é uma alternativa sem fusão inicial em pacientes selecionados. Tem critérios específicos, incertezas de longo prazo e risco de ruptura, hipercorreção e reoperação.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)
Vértebra apical
Vértebra próxima ao ponto de maior afastamento da curva.
Ajuda a descrever localização e padrão da escoliose. Não é necessariamente a vértebra usada como limite para medir o Cobb.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

W

Wilmington
Modelo de colete rígido moldado ao tronco.
É um tipo de TLSO. Como outras órteses, requer avaliação de adequação à curva, conforto, crescimento e resposta ao tratamento.
Fonte: Scoliosis Research Society (SRS)

Ó

Órtese
Dispositivo externo usado para apoiar ou modificar uma função corporal.
O colete para escoliose é uma órtese. Precisa de indicação, confecção adequada, prova, orientação de uso e reavaliação.
Fonte: Ministério da Saúde (Brasil)

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