Vista de frente ou de costas, a coluna costuma parecer uma linha reta. Na escoliose, ela forma uma curva para o lado — às vezes em forma de C, às vezes em forma de S — e, ao mesmo tempo, as vértebras giram um pouco sobre o próprio eixo. É essa torção que faz uma costela ou um lado das costas ficar mais saliente quando a criança se inclina para frente.
Escoliose não é má postura, não é causada por mochila pesada nem por sentar torto. Na maioria das crianças e adolescentes, não há uma causa única conhecida: é a chamada escoliose idiopática, que aparece com mais frequência no estirão de crescimento, entre os 10 e os 15 anos, e é mais comum em meninas quando a curva é maior.
A grande maioria das curvas é pequena e só precisa ser acompanhada. O ponto mais importante para a família é entender que o crescimento é o período de maior atenção: enquanto a criança cresce, a curva pode aumentar; quando o esqueleto amadurece, ela tende a se estabilizar. Por isso o acompanhamento regular vale mais do que qualquer número isolado.
Escoliose também não define quem a criança é. Com informação e uma equipe de confiança, a imensa maioria leva uma vida plena: estuda, pratica esportes, dança, trabalha e tem filhos.